Fragilidades do Aeroporto de Jundiaí no controle de bagagens e passageiros são reveladas em depoimento de empresária à Polícia Civil.


 Um depoimento de uma empresária da aviação à Polícia Civil em São Paulo revelou fragilidades no embarque de passageiros e no despacho de bagagens no Aeroporto de Jundiaí. Durante o depoimento, em 7 de março, a empresária afirmou que não há fiscalização rigorosa da documentação dos passageiros e que as bagagens não passam por controle de raio-x. Essa situação é preocupante, especialmente considerando que um membro do PCC, Emílio Carlos Gongorra, conhecido como Cigarreira, utilizou o aeroporto antes de um assassinato em Guarulhos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) defendeu que não há irregularidades no aeroporto, pois ele transporta menos de 60 mil passageiros por ano, sendo classificado como "AP-0", o que dispensa inspeções de passageiros e bagagens. A administradora do aeroporto, a Rede VOA, afirmou que cumpre todas as exigências de segurança e que, devido à classificação do aeroporto, não realiza inspeções de bagagem. A empresa também enfatizou sua colaboração com órgãos de segurança, mencionando ações passadas de apreensão em hangares e a disponibilização de imagens de câmeras para investigações.

As autoridades competentes, como a Polícia Federal, são responsáveis pela segurança aeroportuária, mas não retornaram a solicitações de esclarecimento sobre a situação. O depoimento da empresária levanta questões sobre a eficácia das medidas de segurança no aeroporto e a possibilidade de uso inadequado do espaço por indivíduos com antecedentes criminais.

Fonte: G1

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